Tropas chefiadas pelos EUA admitiram lançamento de míssil.
Mas, segundo eles, o alvo eram supostos terroristas do Talibã.
A coalizão internacional chefiada pelos Estados Unidos no Afeganistão admitiu que realizou nesta quarta-feira (11) ataques aéreos no norte do país, mas disse que o alvo eram terroristas do Talibã. O porta-voz do Pentágono Geoff Morrell defendeu que o ataque foi "legítimo" e disse que se tratou de um ato de "autodefesa".
Um avião não-tripulado da coalizão "identificou" os combatentes inimigos e a força multinacional "em posição de legítima defesa" disparou com sua artilharia "até que a ameaça foi eliminada".
O governo paquistanês informou que 11 soldados do país foram mortos e outros 9 ficaram feridos quando um míssil disparado a partir do Afeganistão atingiu e destruiu um posto militar.
O Exército do Paquistão condenou o ataque, classificando- o como "totalmente sem motivo e covarde". O porta-voz do Exército, general Athar Abbas, condenou "este ato totalmente infundado e covarde contra o corpo de guardas de fronteira" e deplorou "a perda da preciosa vida dos soldados."
Islamabad ainda convocou a embaixadora dos Estados Unidos no Paquistão, Anne Patterson, para protestar contra o ataque, informou a imprensa pública paquistanesa.
O ataque aconteceu após violentos confrontos entre tropas paramilitares paquistanesas mobilizadas na região tribal de Mohmad e forças afegãs, que alegavam que a zona integra o território de seu país.
As forças paquistanesas responsáveis por vigiar a fronteira com o Afeganistão interceptaram na noite de terça-feira soldados afegãos que tentavam instalar um posto de controle em território paquistanês, segundo fontes do Paquistão que pediram anonimato.
A região tribal de Mohmad é um dos redutos dos talibãs paquistaneses e dos combatentes da al-Qaeda.
Os problemas na fronteira entre Paquistão e Afeganistão são freqüentes desde o fim de 2001, quando as forças internacionais lideradas pelos Estados Unidos expulsaram os talibãs do poder em Cabul, sob a acusação de que estes abrigavam e apoiavam Osama bin Laden e a al-Qaeda.
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