Em meio a uma grande operação de segurança, que envolveu 1,2 mil policiais, 1,5 mil efetivos da Prefeitura Naval e outros 3 mil colaboradores, a tocha olímpica cumpriu sua passagem por Buenos Aires, única cidade latino americana do roteiro, sem maiores incidentes.
O roteiro começou às 14h30, com cerca de 15 minutos de atraso, em Puerto Madero, e terminou às 17h no bairro de Nuñez, informou o diário argentino "Clarín".
Segundo a versão on-line do jornal, um dos únicos acidentes ocorreu durante a passagem da tocha pela Catedral, quando "bombas" de água foram jogadas na direção da tocha. A polícia argentina deteve pequenos grupos contrários e a favor da China quando eles se organizavam perto do caminho que a tocha faz por Buenos Aires, informou a agência de notícias "Reuters".
Um pequeno grupo de ativistas pró-China cruzaram a praça ao lado do Obelisco gritando e carregando bandeiras da China em frente a outro grupo de manifestantes que protestava contra a política chinesa no Tibete.
Segundo a "Reuters", a polícia separou rapidamente os dois grupos e não houve confronto. A cidade está alerta para possíveis atos violentos após os intensos protestos em San Francisco, em Paris e em outras cidades.
"Não é a China que está organizando as Olimpíadas, mas o partido comunista, para mostrar um país harmônico, para dizer que todos os chineses são felizes e que eles respeitam os direitos humanos. Mas é exatamente o contrário do que acontece lá", disse Alberto Peralta, que protestava no grupo pró-Tibete.
Antes de Buenos Aires, a passagem da tocha já causou protestos na Grécia, onde a chama foi acesa, em San Francisco, nos Estados Unidos, em Londres e em Paris. Nesta última, a chama teve até que ser apagada e foi colocada dentro de um ônibus.
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