O delegado Alberto Pereira Matheus Júnior, da 1ª Delegacia de Roubos e Extorsões (DRRE), afirmou na tarde de hoje que o grupo de crackers preso em flagrante chegou a obter R$ 450 mil em duas noites. Segundo as investigações, eles rastreavam e subtraíam dinheiro de contas bancárias por meio da Internet. O dinheiro, segundo a polícia, servia para quitar dívidas de veículos e outros bens móveis. A participação de cerca de 30 lojas de carros será investigada.
A assessoria do Departamento de Investigação contra Crime Organizado (Deic) chegou a divulgar hoje que a conta da ex-senadora Heloísa Helena havia sido invadida, mas voltou atrás e disse que a vítima pode ter sido um homônimo. Segundo o Deic, eles subtraíram dinheiro de pelo menos 3 mil usuários e chegaram a obter dados de 10 mil contas.
"Posso dizer que esta quadrilha é o que há de mais sofisticado neste tipo de delito", afirmou Matheus Júnior.
Um hacker é um especialista, alguém que conhece muito bem assuntos ligados à computação, equipamentos, redes, softwares. Quando esse conhecimento é utilizado para ações criminosas, como invasão de redes e computadores ou roubo de dados, o sujeito que as pratica é chamado de cracker.
Segundo o delegado Alberto Pereira Matheus Júnior, titular da DRRE, o esquema chegou a disparar 150 mil spams em um período de um mês. "O usuário acessava seu saldo pela Internet e o programa travava a página, abrindo uma mensagem que pedia uma atualização de dados", disse o delegado. A partir disso, os suspeitos teriam acesso a todos os dados bancários que a vítima digitasse no computador, podendo realizar as transações em sua conta.
O grupo era investigado desde janeiro. Os policiais descobriram que quatro integrantes marcaram uma reunião em um apartamento na rua Benjamin Capusso. A equipe deteve no local o empresário Jéferson Rosa de Avelar, 29 anos, dono de uma empresa de plásticos, seu irmão, o gesseiro Ugo Rosa de Avelar, o também gesseiro Fabiano Aparecido da Silva Araújo, ambos de 25 anos, e o vendedor Marcos Antônio de Oliveira, 46 anos. Todos têm nível superior ou cursam a universidade. Eles foram autuados em flagrante por furto mediante fraude e formação de quadrilha e, se condenados, podem pegar 12 anos de cadeia.
Os policiais apreenderam quatro computadores no local - dois notebooks e dois desktops.
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