BRASÍLIA (Reuters) - O governo usou sua maioria na CPI mista dos cartões corporativos e por 11 votos a 7 rejeitou nesta terça-feira o pedido por informações dos gastos da Presidência da República, considerados sigilosos.
Na véspera, em reunião da coordenação política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu mais uma vez que o governo faça prevalecer sua maioria no Congresso, principalmente para que a CPI não atinja a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, potencial candidata a sua sucessão.
"Nós estamos mantendo a coerência. Requerimentos de dados sigilosos só serão avaliados depois do debate sobre o assunto", disse o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), relator da CPI, referido-se à presença na comissão do general Jorge Armando Félix, chefe do Gabinete de Segurança Institucional, prevista para a próxima semana.
A oposição ameaça apresentar requerimento na mesa do Senado para que Dilma compareça à Casa para explicar o suposto dossiê com gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que teria sido elaborado por sua pasta.
A CPI votou na terça-feira 13 requerimentos, nove da oposição e 4 do governo, e foi aprovado um que solicita a lista das pessoas que usaram o cartão corporativo, com exceção das contas sigilosas.
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